INTELIGENCIA EMOCIONAL COMO PRÁTICA PEDAGOGICA.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

By Jonatan de Jesus

A palavra pedagógica derivado da palavra pedagogia, que é teoria e ciência da educação e do ensino. PAULO GHIRALDELLI Jr. (2007) A pedagogia, como conhecemos hoje, possui características básicas estabelecidas com o advento do mundo moderno. Fundamentalmente, ela se define a partir dessa noção essencialmente moderna que é a infância. Isto é, a pedagogia, ou melhor, a pedagogia moderna, é caudatária de dois modos de pensar e compreender a criança cujas origens encontram-se nos séculos XVI. XVII, XVIII. A pedagogia é um campo de conhecimento específico da práxis educativa que ocorre na sociedade. Diferente dos demais que não têm a educação como objeto específico de análise, mas que a ela podem se voltar. A sociologia, por exemplo, na sua raiz não tem a educação como objeto de estudo, mas há sociólogos que se voltam a ela, se valendo dos aportes da ciência sociológica para estudar dimensões da práxis educativa. O mesmo ocorre com a filosofia, a psicologia, a história e outras ciências que se voltam à educação. Essas disciplinas quando voltadas ao campo da educação, constituem nos cursos de pedagogia os fundamentos da educação.
                                                                                                                           
Segundo PAULO GHIRALDELLI Jr. (2007) nos nossos tempos, o termo pedagogia ganha outras conotações. Três tradições de estudos educacionais se responsabilizam pela sua configuração atual: a francesa, na linha da sociologia Émile Durkheim (1858-1917), e as tradições alemã e americana, segundo as filosofias e psicologias de Johann Friedrich Herbart (1776) e John Dewey (1859-1952). LIBÂNEO (2008) a pedagogia como prática cultural, forma de trabalho cultural, que envolve uma prática intencional de produção e internalização de significados...a educação é uma prática social que busca realizar nos sujeitos humanos as características de humanização plena. Desta forma argumenta PERRENOUD(1999) Hoje, é de bom-tom preocupar-se com a eficácia, a eficiência e a qualidade da educação escolar. Não nos enganemos: o objetivo é conservar o adquirido, gastando menos, uma vez que os Estados não têm mais os meios de desenvolver a educação como nos tempos de crescimento. Fazer melhor com menos; tal é a divisa dos governos há alguns anos.


Para ajudar a melhorar relacionamentos principalmente na escola GOLEMAN (2007) salienta: fazer amigos, sentir-se mais confiante com outros adolescente, impor limites de proximidade sexual, se envolver, manifestar seus sentimentos. Em essência, uma orientação remediadora de algumas das mais básicas aptidões emocionais. Para prevenções o próprio GOLEMAN (2007) traz ingredientes eficazes de aptidões são: Aptidões emocionais; - Identificar e rotular sentimentos, expressar sentimentos, avaliar a intensidade dos sentimentos, lidar com sentimentos, adiar a satisfação, controlar impulsos, reduzir tensões e saber a diferença entre sentimentos e ações. Nas aptidões cognitiva são: - falar consigo mesmo, ler e interpretar indícios sociais, usar etapas para resolver problemas e tomar decisões, compreender a perspectiva dos outros, compreender normas de comportamento e autoconsciência. E por fim as aptidões comportamentais são: não verbais- comunicar-se por contato ocular, expressão facial, tom de voz, gestos e assim por diante, verbais- fazer pedidos claros, responder eficientemente à crítica, resistir a influências negativas, ouvir os outros, participar de grupos positivos de colegas.

A compreensão e análise de emoções (conhecimento emocional) incluem desde a capacidade de rotular emoções, englobando a capacidade de identificar diferenças e nuances entre elas (como gostar e amar), até a compreensão da possibilidade de sentimentos complexos, como amar e odiar uma mesma pessoa, bem como as transições de um sentimento para outro, como a de raiva para a vergonha, por exemplo. Finalmente, o controle reflexivo das emoções para promover o crescimento emocional e intelectual refere-se à capacidade de tolerar reações emocionais, agradáveis ou desagradáveis, compreendê-las sem exagero ou diminuição de sua importância, controlá-las ou descarregá-las no momento apropriado. Esse modelo de quatro níveis acabou sendo reduzido a um modelo de três níveis correspondentes à percepção, compreensão e controle de informações carregadas de afeto em decorrência de estudos fatoriais de validade de construto. Nesse trabalho, focalizasse-á apenas a primeira ramificação do construto, relacionado à capacidade de perceber emoções.


Os jovens sempre discordaram com os erros dos adultos, sempre foram contestadores, sempre lutaram positivamente pelo que pensam. Na contemporaneidade é raro! Muitos se identificam e amam o sistema social criados por adultos, sistemas esses que os transforma em consumidores, que sufoca sua identidade e seus projetos. Temos encontrado uma geração que quer tudo rápido, pronto sem elaborar, sem batalhas para conquistar, uma geração analfabeta emocional, uma geração que procura usar processos mágicos para lidar com suas frustrações, que tem dificuldade de pensar antes de reagir, muitos desses não têm proteção emocional. Na escola o professor esse mediador do desenvolvimento não só cognitivo mas também emocional da criança, tendo em vista o caos dos resultados apresentado da juventude contemporânea. Como diz Paulo Freire (1996), ensinar exige pesquisa, não existe ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, recuperando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciara novidade.

Na sala de aula esse pesquisador no papel de professor mediador do conhecimento, aplica de maneira ensino-aprendizagem as técnicas ou estratégias de preparação emocional com o tempo o mediador e o aluno ganharão prática nos cinco passos da preparação emocional. Ficarão mais conscientes dos sentimentos e mais dispostos a expressá-los. Isso não significa que a preparação emocional garanta um mar de rosas. Provavelmente em sala de aula encontrara no mínimo alguns obstáculos, eventualmente pode querer entrar em contato com as emoções do aluno, mas, por um motivo qualquer, não conseguir captar um sinal. Às vezes também, por mais que tente, o professor não consegue transmitir sua mensagem a criança, provavelmente o mediador pode sentir que ela está perdida no mundo dela e que o professor está falando com a parede.

JOHN GOTTMAN. com JOAN DeCLAIRE( 1997), fornece estratégias adicionais que ajudam aos pais lhe darem com seus filhos e podem ser desenvolvidas na escola em sala de aula como: não seja excessivamente crítico com seu aluno, não humilhe nem caçoe dele; esqueça seu programa educativo; faça mentalmente um mapa da vida do aluno; evite ficar ao lado do inimigo; não tente impor suas soluções aos problemas de seu aluno; der forças ao seu aluno oferecendo opções respeitando desejos; seja honesto com seu aluno; participe dos sonhos e fantasias do seu aluno; seja paciente e acredite na natureza positiva do desenvolvimento humano. Existe a necessidade de nos atermos, de nos preocuparmos com a formação em todos os sentidos da criança, para termos no amanhã jovens maduros emocionais ensinar exige a convicção de que a mudança é possível PAULO FREIRE (1996) No mundo da história, da cultura, da política, constato não para me adaptar mas para mudar...Há perguntas a serem feitas insistentemente por todos nós e que nos fazem ver a impossibilidade de estudar por estudar. De estudar descomprometidamente como se misteriosamente, de repente, nada tivéssemos que ver com o mundo, um lá fora e distante mundo, alheado de nós e nós dele.
 

FONTE: Texto produzido por Jonatan de Jesus, parte de sua própria monografia.

2 comentários:

  1. TEIA disse...:

    Olá Jonatan
    Post divulgado na Teia.
    Seria um prazer ter meu banner aqui,se desejar o código está na minha primeira página.
    Até mais

  1. TEIA disse...:

    Estou te seguindo meu amigo,quando tiver novas postagens me dá um toque.
    Até

Postar um comentário

É da máxima importância reconhecer e estimular todas as variadas inteligências humanas e todas as combinações de inteligências. Nós somos todos tão diferentes, em grande parte, porque possuímos diferentes combinações de inteligências. Se reconhecermos isso, penso que teremos pelo menos uma chance melhor de lidar adequadamente com os muitos problemas que enfrentamos neste mundo. Howard Gardner (1987)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...