Os 5 Erros que os professores cometem e como evitá-los

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

 

By Roseli Brito
É muito estressante e até emocionalmente doloroso lidar com a ansiedade de ter de enfrentar, todos os dias,  uma turma que você não está certa de poder controlar. O que , de fato, é realmente frustrante nesta situação é: ter responsabilidades a cumprir e não ter as devidas ferramentas para fazer isso.
Lembro bem no início da minha carreira, o sentimento de incapacidade que eu sentia, antes de descobrir as ferramentas certas para combater a indisciplina na sala de aula.  Você se sente insegura, chegando a duvidar da sua competência enquanto Professor. É frustração, misturado com raiva e impotência. É inclusive esse conjunto de sentimentos negativos que levam muitos Professores a desistirem da profissão.
O triste de tudo isso é que, muitos que desistem prosseguem acreditando que falharam na profissão, enquanto que a verdade é que não tinham ferramentas apropriadas para lidar com a questão.
Nos bancos das Universidades ninguém toca nesta questão parece que a única coisa que o Professor tem de fazer é entrar na sala e “dar” aula. Ninguém fala  da falta de educação e desrespeito, ninguém comenta sobre a indisciplina ou violência, ninguém aborda a falta de limites e muito menos, sequer sugere o que fazer quando a situação não está no nosso “script”, chamado Plano de Aula.
Em um roteiro quando é produzido um filme ou peça de teatro, há um “script”, e tudo deve ser feito conforme está escrito e determinado lá. Mas, e na sala de aula, quando nosso “script” não dá conta do nosso dia a dia? O que fazer então ?
Para ser honesta, sempre parecia que todos a minha volta queriam mais era que eu perdesse essa batalha, pois viviam alertando-me acerca do que os pais iriam dizer ou fazer. Na verdade todos estavam mais preocupados em não perder os alunos ou ainda não provocarem a ira dos pais,  do que oferecer o apoio que eu precisava.
Aprendi às duras penas, que tudo o que haviam  dito a respeito de como disciplinar os alunos estava errado pois  não funcionava. Na verdade, a única coisa que eu precisava era que os alunos fossem 100% respeitosos, fizessem as tarefas, e prestassem atenção todas as vezes.
Assim, não importasse a classe social do aluno, seu histórico de comportamento, seu nível de socialização. Uma vez que esse aluno entrasse na minha sala de aula, ele deveria dar conta de suas responsabilidades e cumprir suas tarefas.  Há muitos anos atrás esta afirmação já era utópica, no entanto ainda hoje, para muitos ela ainda é um “delírio” impossível de alcançar.
Hoje é sabido, que mesmo a pior turma, e ainda que  a escola esteja localizada em um meio hostil, este objetivo pode ser alcançado. Não ocorrerá do dia para a noite, será preciso esforço, paciência e principalmente persistência.
A “mágica” ocorre quando você descobre e utiliza  as ferramentas e estratégias apropriadas que tornam todos os alunos mais responsáveis e aplicados. Ao ter em mãos essas novas ferramentas  a sua sala de aula sofre uma transformação porque o seu  jeito de dar aula também muda.
Constatei ao longo da minha carreira que a indisciplina ocorre por uma série de fatores, porém alguns desses fatores era eu mesma que provocava. Isso mesmo ! Não estou aqui eximindo a parte que cabe a família, ao gestor, ao governo, aos astros, seja lá quem for que você queira transferir a culpa, o fato é que tive de dar a mão a palmatória, descer do salto,  humildemente reconhecer esse fato e procurar consertar o que era a minha responsabilidade fazer.
Veja abaixo os 5 grandes erros que eu cometia e, infelizmente,  muitos Professores estão cometendo, talvez até você, inconscientemente, também esteja. Por isso é hora de rever sua prática em cada um dos itens abaixo:
- Erro no. 1: Disciplinar toda a sala de uma só vez
- Erro no. 2: Bater boca com o aluno, ao invés de dar a direção do que fazer
- Erro no. 3:  Ameaçar, ameaçar, ameaçar e …….não cumprir
- Erro no. 4: Uso de linguagem não verbal de forma inadequada
- Erro no. 5:  Aula chata do começo ao fim
Por ora vá refletindo nesses erros, pois no  próximo artigo abordaremos o Erro no. 1: Disciplinar toda a sala de uma só vez, e debateremos como consertar isso.
Quero saber: E você já passou ou está passando por estas frustrações ? Há algum desses erros que você está cometendo ? Comente no blog.

Lidando com pais negligentes

sábado, 3 de setembro de 2011


Dia dos Pais, comemoração, festa e alegria. Os Professores porém quase nada tem a comemorar, pois, infelizmente para muitas famílias a palavra “pai” é apenas um título que apenas designa quem é o genitor biológico, nada mais.
Seria tudo de bom, se de fato o Pai, ou os Pais exercessem o seu papel no lar na correta condução da família e na educação apropriada dos filhos.
Atualmente o que vemos são crianças e jovens ditando as regras dentro de casa, decidindo o que querem fazer. Manipulam  os Pais de tal forma que conseguem colocá-los  contra os  Professores.
Esses pais geralmente são omissos e negligenciam os seus deveres  não fornecendo a devida disciplina e correção aos filhos. Sempre dão de ombros quando o assunto é o que os filhos estão fazendo de errado, porém são os primeiros  a exigir providências quando seus rebentos são “injustiçados” ou “perseguidos”.
Você já ouviu estas falas saindo da boca dos Pais ?  “meu filho não mente”, “ o professor não gosta do meu filho e por isso está perseguindo ele”, “ é claro que o professor não vai com a cara do meu filho” , “ o professor não gosta do meu filho porque ele gosta de dar opinião e tem o gênio forte”, “ o professor persegue meu filho porque ele não aceita ser humilhado e não leva desaforo pra casa”.
Os termos “injustiçados” e “perseguidos” são usados amplamente pelos Pais para designar atitudes de correção que a Professora procura tomar no sentido de responsabilizar esses alunos pelos seus atos. No entanto esta postura  é tida pelos Pais como perseguição.
O que ocorre é que como esses jovens não estão habituados dentro do lar a respeitar o Pai, desconhecem o que é obediência e regras, jamais estiveram sujeitos à correção ou disciplina, e não sabem o que é ser responsável por seus atos, assim, quando este mesmo jovem entra em uma sala de aula, resiste e rebela-se contra a autoridade do Professor e não aceitas as regras daquele ambiente.
O que fazer então ? Afinal são esses jovens que distorcem tudo e sempre estão com a razão.  Aqui vão algumas dicas para você ficar imune a este tipo de situação:
- Postura do Professor:
Sua postura profissional e auto-controle em todas as situações determinará o encaminhamento de qualquer conversa, seja com pais, alunos ou direção, por isso cuidado no seu falar, nos seus gestos, na sua vestimenta, no seu linguajar. Procure em suas atitudes  ser sempre irrepreensível, pois não dará margem a qualquer tipo de dúvida quanto a sua integridade moral, pessoal ou técnica.
Lembre-se, ninguém leva à sério um profissional que grita, xinga, murmura, cria confusão, usa termos chulos, que é descuidado ou mal educado.
- Regras Claras de Conduta:
Nenhum trabalho é possível ser desenvolvido dentro do caos, assim é necessário que o Professor estabeleça um conjunto de regras claras, bem como uma rotina diária, para que não hajam mal entendidos durante as aulas no que refere-se a estas questões.
Logo no início do ano na Reunião de Apresentação da Equipe Escolar, apresente o conjunto de Regras Disciplinares por escrito,  deixe claro quais serão as condutas permitidas e/ou não toleradas no ambiente escolar, informe aos Pais todos os procedimentos que serão tomados e faça-os assinar esse documento.
- Apuração dos Fatos:
Quando ocorrer qualquer tipo de incidente é preciso que os fatos sejam apurados, assim nada de sair fazendo pré-julgamentos, tomando partido ou ainda pior: enveredar na conversa inconseqüência que o Pai traz, geralmente quando está muito nervoso, comprometendo assim a veracidade dos fatos.
No momento da apuração é preciso que os envolvidos sejam ouvidos separadamente e depois confrontados. Quando confrontados é preciso que os mesmos saibam o mal que causaram ao outro, pois desse modo facilita para que eles vejam a extensão do ato.
Logo após é preciso que arquem com as conseqüências e/ou penalidades.
- Regras Claras das Conseqüências:
No conjunto de Regras Disciplinares, é preciso que fique claro quais serão as medidas a serem tomadas quando uma regra for quebrada. É preciso que tanto os alunos como os Pais estejam cientes disso.
Para que os Pais não esqueçam de que foram avisados, em todas as Reuniões s peço que os Professores coloquem estas regras em um cartaz dentro da sala de aula, e quando um pai faz algum comentário recriminando a Professora por ter tomado esta ou aquela atitude a mesma pede ao pai que reporte-se ao cartaz e ao documento que ele assinou no início do ano.
- Abandono de incapaz:
O Estatuto da Criança e do Adolescente deixa muito claro que é crime a família não cumprir com suas responsabilidades para com os filhos. Sendo assim, ao constatar que os Pais estão sendo negligentes, os mesmos deverão ser informados das penalidades que poderão incorrer caso não mudem a sua postura.
É freqüente a Escola ou Professor precisar falar com a família a respeito da criança ou jovem e os mesmos informarem que não dispõem de tempo, pois trabalham fora, e assim nunca comparecem às reuniões ou à Escola para receber orientações. A queixa é sempre a mesma: a falta de participação da família no aprendizado dos filhos.
Assim, uma saída é notificar o Conselho Tutelar para que o mesmo entre em contato com a família e deixe claro as penalidades a que estarão sujeitos.
Todas estas dicas valem do Ensino Infantil ao Médio, afinal ninguém está livre de lidar com Pais negligentes. E você tem alunos que agem desta forma? Já teve de ouvir de algum Pai uma das frases acima ? Qual foi sua atitude ? Comente no blog.

O ESPAÇO PEDAGÓGICO EM JEAN PIAGET

domingo, 24 de julho de 2011


A partir da metade do século XX, no Brasil, surgem novas teorias nas áreas da psicologia educacional. Piaget e Vygotsky, pais da psicologia cognitiva contemporânea, propõem que conhecimento é construído em ambientes naturais de interação social, estruturados culturalmente. Cada aluno constrói seu próprio aprendizado num processo de dentro para fora baseado em experiências de fundo psicológico. Os teóricos desta abordagem procuram explicar o comportamento humano em uma perspectiva em que sujeito e objeto interagem em um processo resulta na construção e reconstrução de estruturas cognitivas.


Pressupostos Essenciais do Modelo Genético-Cognitivo de Piaget


ü Epistemologia Genética
ü Interacionismo
ü Construtivismo seqüencial
ü Estágios


Não existe estrutura sem gênese, nem gênese sem estrutura
(Piaget, 1982).



ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO GENÉTICO-COGNITIVO

A - PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR - do nascimento aos 2 anos, aproximadamente, etapa básica manipulativa. A ausência da função semiótica é a principal característica deste período. A inteligência trabalha através das percepções  das ações (motor) através dos deslocamentos do próprio corpo.

B. PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO OU SIMBÓLICO OU INTUITIVO - dos 2 anos aos 7 anos, aproximadamente. Etapa intuitiva e de aprendizagem instrumental básica.Neste período surge a função semiótica que permite o surgimento da linguagem, do desenho, da imitação, da dramatização, etc..É a “idade dos porquês”, pois o indivíduo pergunta o tempo todo.

C. PERÍODO OPERATÓRIO CONCRETO - dos 7 anos aos 11 /12anos, aproximadamente. É o período em que o indivíduo consolida  a construção das operações subjacentes às quais se encontram as possibilidades intelectuais do período. Tais operações são o resultado de ações mentais interiorizadas e reversíveis. No inicio desta fase do pensamento lógico-concreto a lógica infantil está, ainda muito dependente da manipulação concreta de objetos, e de relações entre objetos.

D. PERÍODO OPERATÓRIO LÓGICO FORMAL OU ABSTRATO - dos 12 aos 16 anos em diante, em que acaba a construção de estruturas intelectuais próprias do raciocínio hipotético-dedutivo, que é característico nos adultos.É o ápice do desenvolvimento da inteligência e corresponde ao nível de pensamento hipotético-dedutivo ou lógico-matemático,onde a criança. É quando o indivíduo está apto para calcular uma probabilidade, libertando-se do concreto em proveito de interesses orientados para o futuro. É, finalmente, a “abertura para todos os possíveis”.

O DESENVOLVIMENTO DA INTELIGÊNCIA
NA TEORIA PIAGETIANA

A inteligência para Piaget é o mecanismo de adaptação do organismo a uma situação nova e, como tal, implica na construção contínua de novas estruturas dotando o indivíduo de uma série de instrumentos para conhecer a realidade e relacionar-se com ela, partindo de uma aproximação espontânea que permite os modelos e representações intuitivas. Desta forma, os indivíduos se desenvolvem intelectualmente a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que os cercam.


1 - Maturação:
2 - Experiência:
3 - Transmissão Social:
4 - Processo de Equilibração:



“A aparição de conflitos que produzem desequilíbrios e desajustes nas estruturas construídas pelo indivíduo promove sua modificação, através do mecanismo de equilibração que força a reconstrução dos esquemas existentes, de acordo com as novas demandas”.
Nelson Piletti






APRENDIZAGEM ESCOLAR E A TEORIA PIAGETIANA

A aprendizagem é a modificação da experiência resultante do comportamento no sentido restrito (específico) aprender que alguma coisa se chama "lua", "macaco", ou no sentido amplo "aprender a estruturar todos os objetos no universo em sistemas hierárquicos de classificação".

A compreensão deste processo é fundamental para que os professores possam também compreender com quem estão trabalhando. A obra de Jean Piaget não oferece aos educadores uma didática específica sobre como desenvolver a inteligência do aluno ou da criança.

Piaget nos mostra que cada fase de desenvolvimento apresenta características e possibilidades de crescimento da maturação ou de aquisições. O conhecimento destas possibilidades faz com que os professores possam oferecer estímulos adequados a um maior desenvolvimento do indivíduo.
“Aceitar o ponto de vista de Piaget, portanto, provocará turbulenta revolução no processo escolar (o professor transforma-se numa espécie de ‘técnico do time de futebol’, perdendo seu ar de ator no palco). (...) Quem quiser segui-lo tem de modificar, fundamentalmente, comportamentos consagrados, milenarmente (aliás, é assim que age a ciência e a pedagogia começa a tornar-se uma arte apoiada, estritamente, nas ciências biológicas, psicológicas e sociológicas). Onde houver um professor ‘ensinando’... aí não está havendo uma escola piagetiana!”

Gays em novelas: Censura ou público imaturo para a discussão?

sexta-feira, 22 de julho de 2011


Há quem diga que a televisão é um meio de comunicação que atinge todos os públicos, independente de sua cor, sexo, classe social ou orientação sexual. Porém, vale destacar que o relacionamento homoafetivo não é necessariamente mostrado como realmente é.
Em tempos de lei de reconhecimento legal da união homoafetiva sendo aprovada no país, será que o público está preparado para encarar cenas de beijo, nudez e até sexo entre pessoas do mesmo sexo? Ou, na verdade, são as emissoras de TV que não querem arriscar seus valiosos números de audiência colocando no ar o que pode não agradar muita gente? Será uma auto-censura?
O Famosidades conversou com Rodrigo Andrade, ator que dá vida a Eduardo na novela “Insensato Coração”. Além de ter um namorado (Hugo, vivido por Marcos Damigo), o personagem estava em intenso conflito com sua mãe, Sueli (Louise Cardoso), que sofreu assim que soube da orientação sexual do filho.
Questionado se essa não seria a hora de arriscar e colocar no ar cenas mais quentes de Eduardo e Hugo, como nudez, o ator se mostrou esperançoso. “A Globo tem um grande padrão de qualidade. Ela tenta fazer uma imagem que não vai agredir. Cena de homens nus vai chocar. A gente já está no crescente. Uma hora isso vai rolar, sim, do mesmo jeito que rola cenas de sexo entre homem e mulher... Mas vai levar um tempo para ser uma coisa natural”, disse.
Rodrigo também comentou que é favor do beijo gay na novela, mas ponderou: “Eu faria, mas não acho necessário. Porque a história entre Eduardo e Hugo já está muito bem contada. É uma história de amor. Não são dois adolescentes. Eles se amam, se apaixonaram. Igual um homem se apaixona por uma mulher. Quando a gente se apaixona por homem e mulher, a gente vai atrás, chora, briga. Acho que o beijo é um símbolo importante de carinho, atenção. Um beijo fala mais do que mil palavras. Se rolasse beijo seria legal. A sociedade precisa parar de ver isso como uma coisa absurda. Acho uma bobagem essa polêmica [de beijos gays em novela]. Se rolasse, acho que conseguiria mostrar para a sociedade que é normal e que não vai machucar ninguém. Acho um pouco difícil. Mas se não rolar, não vou me sentir frustrado”.

Final de Semestre

sábado, 9 de julho de 2011
By Roseli Brito

Para muitos Professores o semestre terminou, e como todo final de semestre a correria não pára. Fechamento de Notas, Reunião de Pais e Relatórios aumentando assim a carga de stress já elevada. Mas também é hora de repensar, avaliar estratégias e os resultados. Aqui vão algumas questões que você poderá fazer para avaliar o semestre e ver o que você conseguiu atingir.

- Alcancei os resultados esperados ? Por quê não ? O que poderia ter sido feito de diferente ?
- Que tipo de recursos poderia ter feito a diferença ?
- O que deu certo ? Em que momentos deu certo ? Em quais momentos deu errado ?
- O Planejamento funcionou ? Quais ajustes deverão ser feitos para o 2o. semestre ?
- Variei nas estratégias de ensino ?
- Quais problemas ocorrem com freqüência na  sala de aula que atrapalharam o trabalho ?
- Em quais momentos senti-me mais frustrada e estressada ?
- Os alunos participaram ativamente de todas as aulas ? Por que não ?

Esta parada no meio do ano é providencial, pois além de oferecer momentos de reflexão, possibilita um fôlego para buscarmos as ferramentas necessárias para realizar a correção de rumos para o 2o. semestre. Por isso é hora de investir na solução desses problemas. O Professor precisa ter a sua disposição um verdadeiro “cinto de utilidades” para ministrar aulas motivadoras e interessantes, onde os alunos tenham participação ativa, evitando assim o aparecimento da indisciplina.  Para isto é  preciso conhecer todo o arsenal de estratégias no que refere-se às  práticas de ensino.

Geração X e Geração Y

terça-feira, 28 de junho de 2011


By Roseli Brito

A Sala dos Professores é um local privilegiado para verificação de muitas situações, ela serve também como uma espécie de termômetro de como anda o relacionamento da Equipe com os colegas e dos Professores com os Alunos. Assim é comum ouvirmos frases saudosistas do tipo: “ no meu tempo aluno não falava assim”, “ na minha época isso não acontecia na sala de aula”. Na verdade o que ocorre é que os tempos são outros, e os jovens também.

A verdade é que o nosso comportamento muda, a sociedade muda, a cultura muda, enfim, o comportamento dos adolescentes também sofrem mudanças. E foi para entender o comportamento do jovem, que os especialistas em marketing e recursos humanos começaram a buscar respostas. Então categorizaram as gerações no sentido de explicar o que estava acontecendo. Assim, crianças, jovens e adultos nascidos a partir de 1980 foram denominados como Geração Y. Nós, os nascidos nas décadas de 1960 a 1970 somos chamados de Geração X.

Para que você compreenda melhor, a Geração Y se diferencia porque é formada, fundamentalmente, de jovens nascidos imersos num ambiente virtual, onde tudo é muito rápido, superficial e dinâmico. Aqui no Brasil, esses jovens são aqueles que cresceram durante os anos 90 à frente do videogame, conviveram com a internet, o computador, o celular e um vasto conjunto de aparatos tecnológicos. Mas, saber disso em que nos afeta ? Em tudo !!!. Temos de lidar com esta Geração diariamente e é fundamental que saibamos como ela funciona, deste modo poderemos conduzir todo o trabalho pedagógico de modo mais eficaz.




Veja abaixo algumas posturas própria dos jovens desta Geração:

- São Multitarefas: fazem diversas coisas ao mesmo tempo. Estudam, ouvem mp3, escrevem no messenger e vêem TV ao mesmo tempo,

- Organizam-se em comunidades físicas e virtuais: esses adolescentes tem comportamentos coletivos e também tem valores coletivos. Basta ver quantas comunidades no Orkut falam de escolas, professores e outros alunos,

- Valorizam o nível de atualização das informações. Por isso, não basta utilizar vídeos ou acessar a internet como recurso de apoio pedagógico. É preciso que esteja claro que as informações são as mais recentes.

- Relacionam-se com a informação de forma abrangente, mas pouco profunda. São restritivos aos temas que não lhes agradam. A falta de aprofundamento é uma questão série – daí a dificuldade de ler jornais por exemplo,

- Pedem retornos constantes e querem resultados imediatos. Se acham que não estão evoluindo em determinada matéria ou assunto, logo abandonam. Demandam atenção, pois cresceram assim.

- Julgam constantemente – e vão julgar seus professores, também, a todo momento.

- Frequentemente, fogem de suas responsabilidades. Tendem a ficar na casa dos pais e acham que as soluções dos problemas do mundo estão na mão de outras gerações, não nas deles.

- São individualistas, mas não necessariamente egoístas. Costumam ser empáticos, pois estão habituados à vida em comunidade.

Já a Geração X, que é a geração que está ministrando aulas, faz tudo conforme sua visão de mundo, sempre solicitando que o jovem se enquadre em situações que não são as situações vivenciadas por eles, daí os famosos conflitos dentro da sala de aula. A nossa Geração, denominada de X, não transita naturalmente neste mundo digital, somos como estrangeiros, e por esta razão precisamos aprender a caminhar nesse “novo mundo” em que os jovens são cidadãos.

A Geração X foi escolarizada dentro de um modelo pedagógico tradicional, que prima pela passividade, e por esta razão reproduz este mesmo modelo com as novas gerações, provocando assim os famosos  conflitos de relacionamento, que nada mais são que um descompasso de linguagem e postura entre as duas gerações.

Desmotivação dos Jovens:

Levando em consideração esta enorme diferença entre as Gerações, daquela que dá aula, e aquela que assiste às aulas, fica claro que os conflitos existirão em maior escala dentro da Escola, porém a causa mais grave deste choque de gerações, é a desmotivação dos jovens que se vêem desconectados do mundo da sala de aula e totalmente conectados com o mundo lá fora. Como resolver isso ? O Professor precisa conhecer como esta nova geração pensa e age, e depois buscar novas práticas de ensino que estejam em consonância com este público. Lembre-se: o Professor não prepara a aula para si próprio, as aulas são preparadas para que o ALUNO aprenda.

Devemos ensinar não do jeito que é mais fácil para nós, e sim  do jeito que o aluno possa aprender mais e melhor. Quais adequações e ajustes você já poderá fazer para diminuir esse choque de gerações nas suas aulas ? Comente no blog.

Ambiente Físico

segunda-feira, 27 de junho de 2011
By Roseli Brito


Como disse anteriormente, o efetivo Gerenciamento da Sala de aula é fruto do domínio das estratégias de 4 áreas, que aqui chamo de os 4 Pilares do Gerenciamento da Sala de Aula:

- Pilar no. I: Ambiente Físico
- Pilar no. II: Ambiente Emocional
- Pilar no. III: Ambiente Instrucional
- Pilar no. IV: Ambiente Procedimental

Hoje tratarei do Pilar número 1: Ambiente Físico.
Você deve estar se perguntando o que tem a ver o ambiente físico com o efetivo gerenciamento da sala de aula. Ora, se é no ambiente físico da Escola, mais especificamente, da sala de aula, que o aluno passa metade do dia dele é natural que esse espaço tenha importância.

Lembra, que anteriormente falei que o objetivo do gerenciamento da sala de aula é garantir que o aluno mantenha-se sempre motivado, focado na tarefa e aprendendo ?

Pois bem, se o ambiente físico onde ele está inserido não contribui para atingir esse objetivo, então é preciso rever e fazer as mudanças que vão contribuir para esse aprendizado.

Aqui vão algumas dicas para você observar:
- as salas são bem ventiladas
- as janelas apresentam muita incidência de sol/claridade que dificulta a leitura
- as carteiras são adequadas (tamanho, posicionamento)
- há locais para guarda de mochilas ou lancheiras
- a disposição das carteiras dos alunos sempre são as mesmas
- os materiais para o Professor estão disponíveis no ambiente ou você tem que
mandar sempre alguém buscá-los ? ou ainda pior, deixa a sala sozinha e vai
você buscar?
- os ambientes são decorados e alegres?
- os ambientes são limpos e convidativos?
- os materiais são novos e conservados ou desgastados e com má aparência ?
- as cores dos ambientes são alegres ou neutras e sem vida ?
- há espaço para os alunos brincarem/interagirem na hora do intervalo ?
- há espaço adequado para o lanche ?
- a Biblioteca é um lugar acolhedor e vibrante ou um lugar chato de ir ?

Aqui vai uma tarefa: pegue esses itens acima e faça uma varredura em cada ambiente onde os seus alunos ficam e depois coloque ao lado de cada item as suas observações. Depois disso feito, peça para cada aluno dar sugestões para cada ambiente.

Desse modo a escola ficará com a `cara deles`, e eles ficaram felizes por terem sido ouvidos e contribuído com sugestões.

Abraços,

Ambiente Emocional

segunda-feira, 20 de junho de 2011
By Roseli Brito

O meu desejo é que você brilhe, que os seus alunos sejam levados a um patamar de aprendizado jamais sonhado por eles, que eles superem todas as suas expectativas.

Para isso é só ter o coração e mente abertos para novas estratégias, novas abordagens, novas perspectivas.

O segundo Pilar trata do Ambiente Emocinal, não apenas do aluno mas do Educador também. Enquanto adultos temos a nossa história de vida, passamos por muitos aprendizados, temos uma perspectiva de ver o mundo e as pessoas.

Os nossos alunos, quer sejam do Infantil até o Ensino Médio também tem a sua visão de mundo, a qual mudará certamente, baseado nas experiências que terão ao longo da vida.

Entretanto, enquanto eles vivem essas experiências em cada fase da vida, um turbilhão de sentimentos se faz presente e por vezes alguns deles acabam tomando a frente e então temos que lidar com eles na nossa sala de aula.

Uma das questões que frequentemente surge na sala de aula é a questão da indisciplina, mas não é somente esse comportamento que atrapalha o gerenciamento da sala. Há também a timidez, o bullying, a criança que usa de mentiras, de chantagens, há os que não tem amigos, os que conversam demais, os que provocam os outros e um sem número de situações ligadas a sentimentos e a relacionamentos.

Não importa o comportamento inadequado apresentado, o fato é que eles podem ser enquandrados em quatro grandes motivos:

- Busca de Atenção:
Eles querem ser amados, elogiados, vistos e valorizados e como não conseguem ter o que buscam de um modo natural, provocam situações negativas para ter alguma atenção. Afinal ser repreendido, receber uma advertência é melhor que não receber nada.

- Busca de Poder:
A criança ou jovem tem exemplos no lar de que ter poder é ter controle sobre as coisas, ou as pessoas, é ter controle para receber o que se quer, então ela usa da força, da manipulação, mentira e obtém o resultado desejado.

- Busca de Vingança:
A criança ou jovem vive ressentida com as pessoas, acredita que é sempre deixada para trás em todas as situações. É sempre alvo das brincadeiras de mau gosto, por isso vive querendo dar o troco.

- Busca de auto-confiança:
São aqueles alunos que apresentam comportamento de sempre estarem envolvidos em fofocas e confusões. No grupo são aqueles que vivem instigando uns contra os outros, tentando ser agradável com todos não querendo desgostar ninguém.

Quando você olha para os alunos sob o enfoque do Ambiente Emocional deles, fica claro que uma advertência, uma suspensão, um bilhete na agenda de pouco adiantará, muito menos enviar o aluno para a sala da Coordenação ou da Direção.

Dar conta do Ambiente Emocional dos alunos é levar em consideração esses sentimentos e ter um plano de ação para criar um ambiente seguro afetivamente. O texto " Como cativar os seus alunos " enviado anteriormente oferece várias dicas de como você pode começar a estruturar esse ambiente.

Lembre-se de uma coisa: PRIMERO: conhecemos SEGUNDO: conquistamos TERCEIRO: confiamos.
Para chegar no terceiro passo com os seus alunos é preciso começar pelo primeiro: conhecê-los.

Ambiente Institucional

quinta-feira, 16 de junho de 2011
By Roseli Brito

E então Professor gostaria de saber como está sendo para você descobrir esses novos " Ambientes ", eles estão fazendo sentido para você? estão ajudando a clarear as áreas nebulosas ? estão ajudando a compreender onde e o que precisa ser revisto ? melhorado ? mudado ? descartado ? assimilado ?

Se todas estas coisas estivessem sido ensinadas desde o começo, lá na Faculdade, teria evitado muitas tristezas e frustrações de milhares de Professores que passam a acreditar que fracassaram com os alunos, fazendo com que muitos desistam da profissão.

Se continuam na profissão tornam-se amargos, ranzinzas, impiedosos, perdem a paixão de ensinar pois já não acreditam mais no poder transformador do ensino. Vão para a classe e distribuem apenas farelos, dão o seu pior, quando na verdade tem tantas coisas preciosas para compartilhar.

Você sabe daquela estorinha do jovem que estava na praia atirando as estrelas do mar de volta para a água, quando alguém passou e disse que não valia a pena, não ia fazer a diferença pois eram muitas que estavam na areia. O jovem apenas respondeu: para ESTA vai fazer a diferença.

Vejo da seguinte forma, Eu, Você, e todos os Educadores que recebem esses emails queremos ser como aquele Jovem que vai fazer a diferença para alguém. Eu quero fazer a difença na vida de milhares de Educadores que por sua vez farão a diferença na vida de milhares de crianças e jovens.

E aqui pego o gancho para falar o Pilar no. III o Ambiente Instrucional, que nada mais é do que preparar o seu melhor, de mais mais valioso, para entregar para os seus alunos.

Ao preparar o Planejamento Anual, o Semanário, os Projetos, os Eventos, ao selecionar os conteúdos, enriqueça-os com novidades da atualidade, dê o toque da sua vibração e paixão em tudo o que for compartilhar com eles, provoque-os para sempre desejarem mais e mais, faça-os se apaixonarem por suas aulas. Crie experiências de aprendizado que eles nunca viveram.

Fazendo isso, eles saberão que estão recebendo o melhor e passarão a não se contentar com menos pois você os estará ajudando a criar um padrão de excelência para a vida deles.

E isso ....... é fazer a diferença !!!!!!

O êxito escolar depende da família

terça-feira, 14 de junho de 2011

“O meu filho passou nos exames, é um aluno fenomenal! O meu filho reprovou, o professor é um incompetente!” Estas são atitudes típicas de um fim de Julho: endossar a responsabilidade do fracasso escolar à escola, aos professores e aos programas, ou massacrar o filho-aluno pela sua negligência ou desinteresse, é uma maneira fácil de arranjar desculpas e fechar os olhos a outras realidades.
Atribuir toda a culpa aos pais também seria injusto. Devem dividir-se as responsabilidades no insucesso e nos méritos em caso de êxito. Mas limitemo-nos às condições familiares do êxito escolar.

Causas de reprovação
O ritmo endiabrado em que vivem algumas famílias, chega para explicar o insucesso escolar de muitos filhos. “As crianças recuperam segunda-feira no colégio!”. O mesmo acontece no dia a seguir à transmissão de certos programas de cariz mais popular. Esta é uma constatação indesmentida de muitos professores.
Se se quiser que as crianças trabalhem na escola, têm que estar descansadas: as horas do sono antes da meia-noite contam a dobrar; nos fins de semana, o ar puro, é mais relaxante do que as desesperantes viagens no assento traseiro de um carro, o jogo é muito mais são do que a televisão. Como é que alguns miúdos, que vêem mil horas de televisão por ano. vão dar atenção aos problemas , às equações, ou a conjugação dos verbos? Que criança diariamente confrontada com cenas de violência, de sangue de assaltos e roubos, pode interessar-se pela poesia, pela música, pela pintura pela cultura?!

A estabilidade familiar
O ritmo de vida cada vez mais agitado e trepidante dos pais, pode destruir o frágil equilíbrio nervoso das crianças e comprometer o seu futuro escolar. Isto é, sem dúvida, uma das causas do crescente fracasso na escola.
Mas para além destas, existem outras causas mais profundas e perigosas, como a instabilidade familiar e a insegurança da criança. Viver em segurança, numa atmosfera serena, é algo capital, tanto para esta como para os adolescentes. Isto supõe viver numa família estável e coerente: constância das pessoas, das situações, da presença e da serenidade dos pais. O sentimento de segurança na criança não deriva, como no adulto, da situação económica da família, mas da harmonia que reina entre os seus pais, do amor que os une e da estabilidade do lar. Casos há de filhos ricos que vivem inseguros, e filhos de pais desempregados que gozam de uma perfeita serenidade.
Se os pais brigam e se separam um do outro, o equilíbrio da criança acabará por sofrer. Pensará que já não o amam, que não precisam dele e que não conta para nada. “Ah, se não fossem os filhos!”, eis o grito de tantos momentos. Com ele se cria, então, um sentimento paralisante, de inutilidade e complexo de inferioridade: a criança perde todo o atractivo pelo trabalho escolar e não é capaz de fazer o menor esforço. Surge também um sentimento de culpabilidade: “sou um incómodo”. Por fim, os pais ficam assombrados com o baixo rendimento escolar dos filhos.

Nota negativa aos pais
Todos os professores têm exemplos de bons alunos, às vezes os melhores, que de um momento para o outro se negam a trabalhar. Para serem bons pais, é necessário começar por serem bons esposos. O amor conjugal é a base da educação. Pais desunidos, mesmo que continuem juntos por respeito social ou “pelo bem dos filhos”, criam alunos com problemas.
Para além de necessária, a estabilidade do lar não é uma condição suficiente. A criança e o adolescente devem ser valorizados. Senti-lo-ão quando surgirem os imponderáveis e “saboreá-lo-ão na sopa”. Ser valorizado significa, antes de mais, ser aceite, tal como um filho o é, com todas as debilidades e defeitos. Têm de notar que os seus pais se sentem felizes com a sua presença, que lhes dedicam tempo, que não são mais um parasita em casa, que lhes dão responsabilidades, que são úteis. E também presenciar a alegria e o júbilo pelos seus êxitos e esforços. “Faço feliz o meu pai, o que quer dizer que aos seus olhos sou importante, que tenho valor. Procurarei triunfar em tudo o que empreender. Sou forte”.
Pelo contrário, se a criança não tem êxito nas relações com os seus progenitores, não triunfará na vida e isso logo virá ao de cima. na escola. O sentimento de inutilidade amputa braços e pernas perante as tarefas escolares. “Não conto, não valho nada, não passarei na escola, para quê tentar?” Perante este complexo de derrota, o professor fica indefeso. A causa não está na criança mas na sua família.

O “menino-rei”

Mas, se bem que seja importante valorizar a criança, não convém protegê-la em excesso. Não se deve fazer por ela aquilo que pode fazer sozinha. “O menino rei”, a quem se evitam as mínimas dificuldades, a quem se satisfazem todos os desejos e tudo consegue, graças ao poder dos seus pais, não atingirá nunca a autonomia. Se lhe apertam os sapatos, se lhe levam a pasta, está alguém ao seu lado. É um menino mimado no sentido pleno da palavra. Cresce num mundo dourado, onde todos os problemas se lhe resolvem, evitando qualquer oportunidade de pensar, onde se removem todos os obstáculos e as oportunidades de crescer, onde nunca se diz “não”, eliminando todas as possibilidades de frustração, que têm algo de positivo.
Quando entrar num universo menos artificial, onde dependerá apenas de si próprio, sobretudo no ensino secundário, sentir-se-á perdido e impotente, abandonará a luta e gritará por socorro, tão depressa se solicite a sua iniciativa, a sua reflexão pessoal, ou a sua investigação. Taciturno, conformista, dependente, sonhador e medroso, a este aluno vai-lhe custar estabelecer contacto com os companheiros, porque tem dificuldades de comunicação e padece de um complexo de inferioridade. É um aluno problemático que encara mal o obstáculo que pode ser o estudo. Às vezes pode curar-se, mas o mal é quase sempre profundo e vai acompanhá-lo pela vida fora.
Como se vê, o êxito escolar depende muito do contexto familiar: é preciso mandar à escola crianças com boa saúde física, afectiva e mental, queridas, aceites, valorizadas e protegidas. A preparação escolar começa no berço.

Os valores: Resgatando o que nos torna humanos

Vivemos em uma era violenta; sofremos violências cada vez maiores e com mais constância; assistimos quotidianamente manifestações de violência... a violência entra em nossas casas, muda nossa vida, nossos valores, nossas famílias, nossos comportamentos.
A violência é um sinal, um sintoma de uma sociedade que não criou apreço pelos valores e acabou formando adultos sem referenciais de cidadania e de respeito pelo próximo. A violência é a marca de uma sociedade excludente (que exclui em todos os sentidos, até afetivos).
A solução, a longo prazo , desses problemas exigem uma verdadeira revolução na maneira de educar nossas crianças.
Muito mais importante do que favorecer uma avalanche de conhecimentos e informações às nossas crianças é o fato de nós os formarmos enquanto pessoas humanas, incentivando-os a darem o melhor de si.
Devemos juntos, educadores, pais e responsáveis, tomar essa atitude diante de nossas crianças, tornando isso nossa missão: colaborarmos para a formação humana integral de nossos pequenos!
E como fazemos isso?
Há muitos pesquisadores, de variadas áreas de conhecimento, que vêm pensando no humano na atualidade. Existe um educador que há décadas vem tocando a melodia do resgate dos valores humanos básicos, a saber: A VERDADE, A RETIDÃO, A PAZ, O AMOR, A NÃO-VIOLÊNCIA . Ele se chama Sathia Sai Baba e é indiano (MESQUITA, 2003).
Ele propõe que estimulemos esses valores em nossas crianças. Ele afirma, e nós dia a dia comprovamos isso, que à medida que a criança for utilizando a intensa capacidade amorosa que existe dentro dela, germinarão os valores humanos em seu coração, o que se refletirá no comportamento familiar, social e profissional. Independentemente de dificuldades, sofrimentos e decepções que, como todo ser humano, ela encontrar em sua trajetória sobre a Terra, será feliz. Porque felicidade, afinal, não é estar radiante de alegria e de bom humor diariamente, mas permanecer em harmonia com sua natureza humana. As leis da natureza humana só serão cumpridas quando conseguirmos ser leais à verdade, o que nos levará à retidão, à qual nos proporcionará a paz. Estando em paz, torna-se possível para nós viver e entender o verdadeiro amor incondicional. Com esses valores aflorados, somos capazes de praticar a não-violência, que é a abstenção de ferir o outro pelo pensamento, palavra ou ação. Quanto antes começarmos, melhor e mais fácil.
Estamos educando nossas crianças?

Vamos agora atentar para nossa história enquanto civilização: o que vemos? Vemos que o homem, principalmente no último século, concentrou-se muito no desenvolvimento da ciência e tecnologia, o que sem dúvida melhorou nossas condições materiais de vida. Porém, visando o conforto exterior, o ser humano foi deixando de lado seu plano interior, esquecendo-se que é corpo, mente e espírito (MORAES,2003).
Esse enfoque tecnicista fragmentou a educação, priorizando o acúmulo de conhecimento, a competição acirrada, o que provocou uma desestruturação do ser humano que, por sua vez, se reflete na realidade violenta de nossa sociedade. Estamos em meio a uma perigosa crise de valores.
E assim vamos abrindo caminho para a violência que, sorrateira, nos espreita. Muitos são os flagrantes de intolerância, frieza, transgressão da ética e moral. Nossos pequenos estão perdidos porque muitos de nós, adultos, também perdemos o rumo, sem saber para onde ir no rumo da vida. É como se a tênue linha divisória entre o bem e o mal, entre o certo e o errado estivesse se apagando.
Então culpamos o stress do cotidiano, a má influência da mídia, as más companhias, drogas, pobreza, imoralidade... É claro que tudo isso contribui para o quadro atual. Mas por que, por exemplo, nossos jovens estão infelizes, buscando auto-realização no limite, no extremo e perigoso, no comportamento desregrado? Por que nossas crianças têm apresentado comportamentos com os quais não sabemos lidar, cada vez mais rotulados como hiperatividade, déficit de atenção, depressão, transtorno de separação na infância, ansiedade infantil, sendo essas crianças medicadas cada vez mais prematuramente?
Isso tudo é sinal de que nós, adultos, estamos falhando em algum lugar na formação adequada do caráter deles.
Quando questionamos estas coisas, devemos compreender que o comportamento de nossos pequenos é um reflexo da formação recebida em casa e na escola, da falta de respeito pelo outro, do desconhecimento de limites, da ausência de disciplina e da inversão de valores presente em nossa sociedade que gera desestruturação em nossos lares e com a qual acabamos por nos habituar.
Se a educação que fornecemos às nossas crianças enfatiza o desenvolvimento intelectual sem preocupar-se com o cultivo das qualidades humanas, os meios de comunicação levam os indivíduos a modos padronizados de pensar, de agir, de consumir. Um grande domínio é assim exercido sobre nós, pequenos e grandes, e então paramos de questionar! (MOWEN, 2003).
E é por ser mesmo essa situação tão grave que os pais devem reassumir sua posição de educadores e conjugar forças com a escola.
O que é educar?

Podemos dizer que educar é fazer com que nossos pequenos entendam que o certo é sempre o certo, mesmo que poucos o façam, e o errado é sempre errado, mesmo que muitos o façam.
Pois não existe criança boa ou má, nem inteligente ou tola. Cabe a nós tocarmos seus corações para estimular seu desenvolvimento.
Devemos nos tornar facilitadores para as nossas crianças, possibilitando que elas exteriorizem suas habilidades e assim possamos ir, com elas, trilhando o caminho do bem. Precisamos, para isso, querer que além da matemática, do português ou qualquer outro tema acadêmico, nossas crianças aprendam a necessidade de aproximação, de afeto e confiança, e isso elas só podem aprender conosco. O exemplo é o melhor ensinamento: devemos pois ensinar aos nossos pequenos o que é e como nos tornamos SERES HUMANOS, na plenitude, na inteireza da palavra (NAOURI, 2004).
Iniciando um processo de transformação

Tudo inicia com o pensamento, não é mesmo? E é por meio dele que devemos iniciar a transformação. Nossa vida é resultado do que pensamos e do modo como pensamos, individual e coletivamente. É por isso que, para melhorarmos nossa realidade, devemos alterar positivamente nossa maneira de pensar e, consequentemente, de agir. E isso é importante no nosso dia a dia com nossas crianças: linguagens e atitudes que despertem inferioridade, baixa auto-estima, insegurança, agressividade, desrespeito as regras e ao próximo... tudo isso sabota a capacidade deles de terem uma vida estruturada, harmoniosa, de sucesso, feliz.
Se educar, uma das tarefas de todo adulto frente a uma criança, é apresentar exemplos, devemos resgatar nossos valores humanos, deixando aflorar nossos melhores sentimentos (MILLOT, 1987).
Para resolver os problemas do mundo, precisamos reconstruir o indivíduo, pois a situação externa de uma nação reflete a situação interna de cada um de nós. Não se pode construir uma sociedade justa se não houver homens e mulheres, crianças, idosos, justos.
Para terminar

Educar deriva do latim educare que significa revelar o que está dentro, ajudar no surgimento das habilidades e potencialidades, dos dons de cada pessoa. Cada ser humano, junto com o conhecimento das ciências, deve também adquirir humildade, disciplina e bom caráter, ou seja, deve saber e ser. Deve ter consciência de si, do outro, do nós e de que tudo que existe está inter-relacionado (TIBA, I. 2002).
Nossos pequenos só serão educados se nós os educarmos e, mais do que isso, se nós nos educarmos, nos deixarmos educar nos valores humanos da:
  • VERDADE, ENQUANTO AQUILO QUE DEVE SER DITO;
  • RETIDÃO, ENQUANTO AQUILO QUE DEVE SER PRATICADO;
  • PAZ, ENQUANTO AQUILO QUE DEVE PREENCHER NOSSA MENTE;
  • AMOR, ENQUANTO AQUILO QUE DEVE SE EXPANDIR DENTRO DE NÓS;
  • NÃO-VIOLÊNCIA, ENQUANTO AQUILO QUE DEVEMOS SER PLENAMENTE...
...E isso está totalmente em consonância com um anseio humano e cristão profundo: a PAZ. Se tivermos essa prática de educação calcada nestes valores fundamentais gravada em nós e a exercitarmos, estaremos sendo felizes e promovendo a felicidade dos que nos cercam, já que estaremos sendo fiéis ao que Jesus nos aponta no Sermão da Montanha: Bem-aventurados (felizes) aqueles que promovem a paz (Mt 5,9). Sim, somos todos e todas, filhos e filhas de Deus, irmãos e irmãs!!!

Ambiente Procedimental.

segunda-feira, 13 de junho de 2011
Toda profissão tem o seu passo a passo, o seu sistema, os seus procedimentos, e o profissional só pode ser chamado de excelente quando domina esse passo a passo, o sistema e os procedimentos. Pois são eles que garantem o resultado esperado.

Para garantir que o aprendizado aconteça (o resultado esperado), é preciso lançar mão de procedimentos para organizar o ambiente onde ocorrerá o aprendizado.

Talvez você conheça alguém que já tenha dito: " não preciso de processo nenhum, quando algo dá errado envio o aluno para a Coordenadora ou para a Diretora " e está resolvido.

Quando o Educador, por motivos banais, envia o aluno para a Coordenação ou para a Direção está passando uma imagem negativa de si mesmo para várias pessoas:

- Aluno: o aluno vê que o Professor não tem autoridade para resolver
- Outros alunos: a sala vê que o Professor não soube resolver a questão
- Coordenador/Diretor: que o Professor não dispõe de conhecimento/competência
para controlar/gerenciar a sala de aula
- Colegas: os outros Professores vêem que o colega perdeu o controle da sala
- Pais: que o Professor não sabe colocar ordem na classe.

Por isso, da próxima vez que alguém disser que resolve a questão do gerenciamento da sala de aula enviando o aluno, por motivos banais, para a Coordenação, você já sabe, esse professor não está conseguindo atingir o resultado esperado com os alunos e se você consegue ver isso, tenha a certeza que a Coordenação, a Direção e os Pais também estão vendo.

Convido você a colocar no papel quais são os seus processos atuais para:
- entrada/saída/intervalo/ida ao banheiro
- tarefas de sala/ tarefas de casa/ trabalhos de pesquisa/trabalhos em grupo
- quando o aluno chega atrasado/quando chega cedo
- quando vem sem uniforme/quando traz algo que não era para trazer
- quando o aluno perde algum material
- quando alguém é acusado de roubo na sala de aula
- quando alguém fala mentiras
- quando o aluno briga ou sofre agressão (verbal ou física)
- quando ocorre reunião de pais
- em quais situações é permitido enviar o aluno para a Coordenação
- em quais situações é enviado bilhete aos Pais
- em quais situações os Pais são chamados na escola

Depois de listar cada situação, liste também as soluções, e veja se o resultado esperado para cada uma delas é atingido. Implemente os novos procedimentos ensinando os alunos, fazendo os ajustes e reforçando sempre até que se torne um hábito para eles determinados comportamentos.

Haverá situações em que o aluno DEVE ser enviado para a Coordenação e/ou Direção. Para saber em quais situações isso deverá ocorrer, pergunte a Coordenação e/ou Direção, pois cada Escola tem procedimentos próprios quanto a esta questão.


Lembre-se você brilha quando faz com competência e organização além do que lhe é pedido.




Abraços,
Roseli Brito
Pedagoga - Psicopedagoga - Neuroeducadora e Coach
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Se você conhece Educadores que estão sofrendo com a indisciplina dos alunos , indique o curso " Gerenciamento da Sala de Aula " . Nossa meta, neste ano, é ajudar 50.000 Educadores a transformar a sala de aula. Inscrição:
http://www.sosprofessor.com.br

Quando a Aula dá Errado

domingo, 12 de junho de 2011
 
Já parou para pensar em todas as vezes que você preparou as aulas, preocupou-se em pesquisar materiais, escolher um vídeo, um determinado mapa ou gráfico e quando esta aula foi ministrada tudo deu errado ?
A idéia é que os alunos estivessem ávidos por aprender, mostrassem interesse e participassem da aula, mas nada disso aconteceu. Você encontrou alunos apáticos, desinteressados, ou então a grande maioria estava ocupada em ligar o celular, brincar com algum joguinho, ouvir uma música, trocar bilhetinhos, olhar pela janela, prestar atenção ao colega. Na verdade eles estavam muito “ocupados” para prestarem atenção na sua aula.
Mas, o que deu errado ? Bem, temos de analisar qual é a estrutura de uma aula fadada ao fracasso para você conhecer o que precisa ser evitado na próxima vez que for prepará-la.
- Nota 0: Elementos que fazem com que uma aula dê errado:
01.   jamais entre na sala de aula despreparado, ou com uma aula preparada no último minuto, saiba que é o maior descaso com os alunos fazer isso,
02.   a aula não é para você, por isso jamais seja “verborrágico”, ou seja, não fique falando todo o tempo e só com termos difíceis do aluno entender,
03.   não use o tom de voz monótono, sem vibração ou calor. Talvez essa seja a sua 10ª. Turma, e você já está entediado em abordar o mesmo assunto, porém os alunos captam essa vibração,
04.   jamais elabore aulas que não dêem espaço para os alunos interagirem, darem opiniões ou fazerem perguntas,
05.   não faça do livro didático a sua muleta, você pode, e deve, saber andar sem ele.
06.   nunca faça perguntas fechadas do tipo “sim”, ou “não”
07.   jamais faça perguntas que dependam de voluntários para responder
08.   evite distribuir o tempo em: explicar, fazer exercícios e correção (esse é o modelo clássico da  “decoreba”.
- Nota 10: Elementos que fazem com que uma aula dê certo,  é  quando o professor:
01.   elabora a aula adequando-a ao linguajar e expectativas do aluno
02.   promove e estimula a interação dos alunos com perguntas abertas e contextualizadas às vivências dos alunos
03.   mostra paixão e vibração em suas aulas
04.   diversifica as estratégias de ensino e sempre está testando novas práticas de ensino
05.   traz o mundo para dentro da sala de aula por meio de jornais, debates, noticiários, músicas, assuntos polêmicos, assuntos inovadores, etc.
06.   faz com que o conhecimento da sala de aula tem sentido no mundo fora dela, para que os alunos possam assim, compreender o sentido de estarem aprendendo aquilo
07.   tem sempre um plano “B” para quando o vídeo, ou DVD não funcionar
08.   mostra-se sempre criativo e proativo em todas as situações
09.   tem senso de humor o bastante para rir de si mesmo e rir junto com os alunos
10.   por meio de todas as suas aulas, tem a convicção de que entregaram algo realmente significativo e que vai tornar a vida daqueles jovens menos difícil
Dê uma olhada no seu plano de aula de amanhã, levante a estrutura que você enquadrou essa aula, selecione os elementos que a compõem e faça os ajustes que achar necessário.  Depois conte para a gente no blog.  Compartilhe também as suas idéias para tornar uma aula nota 10.

Mais detalhes em:

CYBERBULLYING – Quando o Professor é o Alvo

segunda-feira, 6 de junho de 2011
 
 
By Roseli Brito

O assunto agora é bullying e cyberbullying, onde  crianças estão sendo vítimas dos  colegas de turma, quer seja no mundo real ou no virtual. E o que dizer quando é o Professor que torna-se o alvo de cyberbullying pelos próprios alunos ? Quer seja entre crianças, ou com os adultos o fato é que o cyberbullying não é brincadeira, é crime, e deve ser tratado como tal.

Infelizmente o cyberbullying contra Professores está sendo amplamente praticado na internet. Os alunos criam comunidades dedicadas exclusivamente a fazer chacota, difamar e humilhar os Professores, que sequer suspeitam de tais atos contra a sua pessoa.

Outra modalidade de cyberbullying é a criação de “fakes” , que em inglês, quer dizer “falso” , está sendo usado para criar contas ou perfis falsos que ocultam a identidade real do usuário e/ou criador. Como isso é feito ?

O aluno que conhece que o Professor tem Orkut, ou perfil em qualquer rede social, faz a clonagem desse perfil e posta o que bem entende, quer seja da vida pessoal e/ou profissional do Professor, geralmente com fatos falsos que denigrem a imagem e ferem a integridade do Professor.

O Professor, Coordenador, Diretor, e/ou qualquer membro da Equipe também  sofrem esse tipo de abuso cibernético. Os alunos, pelos celulares, tiram fotos e postam difamações na internet e  fazem todo tipo de montagem e clonagem.

A saída é realizar a prevenção para conscientizar os alunos e os pais acerca das conseqüências a que estarão sujeitos caso tal fato ocorra, afinal o cyberbullying está longe de ser uma brincadeira inocente, é considerado crime e passível de penalidade.

Mas, supomos que você descubra que o fato já ocorreu, e que seu nome e sua identidade está sendo alvo de abusos na internet por parte de alunos. A saída neste caso é defender-se, e assim você tem todo o direito de prestar queixa e solicitar sanções penais para os envolvidos.

Se o aluno for menor de 16 anos, os pais serão processados  por injúria, calúnia e difamação. Se o aluno tiver entre 16 e 18 anos ele deverá assumir a responsabilidade juntamente com os pais, se for maior de 18 anos assumirá a responsabilidade total pelos crimes.

Ao prestar queixa em delegacia não esqueça de levar impresso as páginas dos sites e testemunhas do ocorrido, assim você terá a prova documentada para fundamentar sua queixa.
Essas medidas podem parecer duras, porém é preciso que os jovens sintam o peso das conseqüências de seus atos, só assim serão inibidos a não praticarem o errado, atacando a integridade de outras pessoas.

Uma outra medida é antes de prestar a queixa, chamar os pais, juntamente com o aluno e apresentar as provas das difamações, informar a respeito das conseqüências caso o site/perfil, etc, não forem retirados da internet imediatamente.

Você já sofreu ou está sofrendo abusos desse tipo por parte de alunos? O que você acha a respeito ? Comente no nosso blog.
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