Técnicas de Alfabetização Emocional

quarta-feira, 27 de abril de 2011
Técnica de alfabetização emocional: Uma reflexão.

JOHN GOTTMAN, JOHN DeCLAIRE (1997), O que muda quando a criança tem pais preparados emocionais? Através da observação e da análise detalhada de palavras, atos e respostas emocionais das famílias ao longo do tempo descobrimos um contraste verdadeiramente significativo. Crianças que têm preparo emocional são fisicamente mais saudáveis e apresentam melhor desempenho acadêmico do que as que não têm. Essas crianças se dão melhor com os amigos, têm menos problemas de comportamento e são menos propensas à violência. E o que é mais importante, têm menos sentimentos negativos e mais positivos. Em resumo, são mais saudáveis emocionalmente também.

JEANNNE SEGAL (1998), As emoções são importantes. De acordo com um conjunto cada vez maior de provas, o sentimento é o recurso mais poderoso que possuímos. As emoções são linhas-de-vida para a consciência de si mesmo e a autopreservação que nos ligam profundamente a nós mesmos e às outras pessoas, à natureza e ao cosmos. As emoções nos informam sobre as coisas de máxima importância para nós mesmos e as outras pessoas, valores, atividades e necessidades que nos emprestam motivação, zelo, autocontrole e persistência.

Ainda relata GOLEMAN (2007), Sem emoção a vida fica sem brilho, então porque lutamos contra ela?. Pensar e sentir são ações indissociáveis, idéias na qual é importante transpô-la para o campo educacional, refletindo assim o papel da afetividade no funcionamento psicológico e na construção de conhecimentos congnitivos-afetivos. Na história da psicologia, o cenário parece não ser muito diferente, por influencia evidente da filosofia, de onde surgiram, durante muitas décadas.




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As crianças, já desde cedo liberadas dos cuidados e atenção diretas da família, circulam sozinhos pela vizinhança em busca de lazer e de relacionamentos amistosos, o que facilita a sua exposição aos perigos sociais vigentes no seu próprio local de habitação. Com o desenvolvimento das sociabilidades de rua, os entrevistados, no período de pré-adolescência (10 a 14 anos) e adolescência (15 a 19 anos), enfrentam, muitas vezes, experiências de iniciação ou abuso sexual, envolvimento com drogas e ingresso na criminalidade. ( ATAIDE 2009: 220).


Desta forma, diz PERRENOUD(1999): As sociedades se transformam, fazem-se e desfazem-se. As tecnologias mudam o trabalho, a comunicação, a vida cotidiana e mesmo o pensamento. As desigualdades se deslocam, agravam-se e recriam-se em novos territórios. Os atores estão ligados a múltiplos campos sociais, a modernidade não permite a ninguém proteger-se das contradições do mundo.

 Os jovens sempre discordaram com os erros dos adultos, sempre foram contestadores, sempre lutaram positivamente pelo que pensam. Na contemporaneidade é raro! Muitos se identificam e amam o sistema social criados por adultos, sistemas esses que os transforma em consumidores, que sufoca sua identidade e seus projetos. Temos encontrado uma geração que quer tudo rápido, pronto sem elaborar, sem batalhas para conquistar, uma geração analfabeta emocional, uma geração que procura usar processos mágicos para lidar com suas frustrações, que tem dificuldade de pensar antes de reagir, muitos desses não têm proteção emocional.

Comenta Jeanne Segal (1998, 51), A sagacidade pessoal e interpessoal vem de quatro habilidades emocionais que constituem o QE, aceitação consciência ativa e empatia. Desta forma o individuo encontra caminhos para manter essa consciência receptiva no meio dos caos que chamamos de vida cotidiana, com uma compreensão compassiva dos sentimentos dos outros e uma postura para escolher posições que equilibrem suas necessidades com as deles em beneficio dos que o cercam.
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Na escola o professor esse mediador do desenvolvimento não só cognitivo mas também emocional da criança, tendo em vista o caos dos resultados apresentado da juventude contemporânea. Como diz Paulo Freire (1996), ensinar exige pesquisa, não existe ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, recuperando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciara novidade.

Quando uma criança escolher uma solução que não dê certo, ajude-a analisar o que está faltando. Depois podem começar tudo de novo. Isso ensina à criança que abandonar uma idéia não significa que o esforço tenha sido um fracasso total. Enfatize que isto faz parte do processo de aprendizado e os ajustes vão nos fazendo chegar mais perto de um resultado satisfatório. (GOTTMAN, Ph.D. com DeCLAIRE 1997: 114).


Na sala de aula esse pesquisador no papel de professor mediador do conhecimento, aplica de maneira ensino-aprendizagem as técnicas ou estratégias de preparação emocional com o tempo o mediador e o aluno ganharão prática nos cinco passos da preparação emocional. Ficarão mais conscientes dos sentimentos e mais dispostos a expressá-los. Isso não significa que a preparação emocional garanta um mar de rosas. Provavelmente em sala de aula encontrara no mínimo alguns obstáculos, eventualmente pode querer entrar em contato com as emoções do aluno, mas, por um motivo qualquer, não conseguir captar um sinal. Às vezes também, por mais que tente, o professor não consegue transmitir sua mensagem a criança, provavelmente o mediador pode sentir que ela está perdida no mundo dela e que o professor está falando com a parede. JOHN GOTTMAN. com JOAN DeCLAIRE( 1997), fornece estratégias adicionais que ajudam aos pais lhe darem com seus filhos e podem ser desenvolvidas na escola em sala de aula como: não seja excessivamente crítico com seu aluno, não humilhe nem caçoe dele; esqueça seu programa educativo; faça mentalmente um mapa da vida do aluno; evite ficar ao lado do inimigo; não tente impor suas soluções aos problemas de seu aluno; der forças ao seu aluno oferecendo opções respeitando desejos; seja honesto com seu aluno; participe dos
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sonhos e fantasias do seu aluno; seja paciente e acredite na natureza positiva do desenvolvimento humano. Existe a necessidade de nos atermos, de nos preocuparmos com a formação em todos os sentidos da criança, para termos no amanhã jovens maduros emocionais ensinar exige a convicção de que a mudança é possível PAULO FREIRE (1996) No mundo da história, da cultura, da política, constato não para me adaptar mas para mudar...Há pergunas a serem feitas insistentemente por todos nós e que nos fazem ver a impossibilidade de estudar por estudar. De estudar descomprometidamente como se misteriosamente, de repente, nada tivéssemos que ver com o mundo, um lá fora e distante mundo, alheado de nós e nós dele.

Entre quatro e sete anos, em geral a criança já está completamente desenvolta, fazendo novos amigos, vivendo numa variedade de ambientes diferentes, aprendendo milhares de novidades excitantes, essas experiências são acompanhadas de complicações. Agora já nessa idade tem facilidade de compreender tragédias como incêndios, guerras, assaltos e morte, não pode deixar o medo dessas coisas a perturbarem. Gottman. com DeClaire diz o seguinte:

Para vencer esses desafios é necessário saber regular emoções, um dos mais importantes avanços no desenvolvimento da criança. Com isso quero dizer que a criança precisa aprender a inibir atitudes impróprias, concentrar-se e se organizar para atingir um objetivo externo. Em nenhuma outra situação, a criança tem tanta chance de desenvolver técnicas para regular suas emoções quanto no seu relacionamento com os colegas. (GOTTMAN, Ph.D. com DeCLAIRE 1997).


E lembre-se de que a criança às vezes fala sobre seus medos de maneira indireta. Um menino que pergunta se ainda existem orfanatos provavelmente não está interessado numa aula sobre a política de assistência à criança. Está pensando é em seu medo do abandono. Portanto, procure ouvir o sentimento que está por trás da pergunta sobretudo quando as perguntas de seu filho tocarem em questão ameaçadoras como o abandono e a morte.

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É da máxima importância reconhecer e estimular todas as variadas inteligências humanas e todas as combinações de inteligências. Nós somos todos tão diferentes, em grande parte, porque possuímos diferentes combinações de inteligências. Se reconhecermos isso, penso que teremos pelo menos uma chance melhor de lidar adequadamente com os muitos problemas que enfrentamos neste mundo. Howard Gardner (1987)

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