Emoções.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Os aspectos fundamentais da inteligência emocional: autoconsciência, autocontrole, consciência social e a habilidade de gerenciar relacionamentos, o tema inteligência emocional muito antigo na psicologia que se chamou de maturidade emocional só mudou de nome, atraindo assim o interesse de uma população nova, de uma população que não se interessava muito por psicologia principalmente a população masculina.




FLAVIO GIKOVATE (2009) ‘’No inicio da ciência os estudos na área da psicologia em sua grande maioria despertava o interesse feminino como amor, casamento, sexualidade totalmente sem importância no universo masculino os homens só tinham interesse em trabalho e futebol. Quando as empresas começaram a exigir e valorizar profissionais com habilidades de relacionamentos e gerenciar suas emoções, sendo que aqueles que não fossem portadores da maturidade emocional hoje inteligência emocional começavam a ocorrer um risco grande de perder o emprego, ou seja, os ambientes de trabalho começaram a não ser mais tolerante com pessoas agressivas, estouradas, mal criadas, egoístas, enfim a todas essas questões que sempre se chamaram de imaturidade emocional’’. Gardner conceitua a importância das inteligências da seguinte forma:



É da máxima importância reconhecer e estimular todas as variadas inteligências humanas e todas as combinações de inteligências. Nós somos todos tão diferentes, em grande parte, porque possuímos diferentes combinações de inteligências. Se reconhecermos isso, penso que teremos pelo menos uma chance melhor de lidar adequadamente com os muitos problemas que enfrentamos neste mundo. Howard Gardner (1987)



A expressão inteligência emocional, ou sua abreviação QE, se tornou onipresente, aparecendo em lugares tão improváveis, que o conceito se espalhou pelos cantos mais distantes do mundo sendo abraçado ardentemente pelos educadores na forma de programas de aprendizado social e emocional o SEL. Em 1990 Daniel Goleman deparou-se com um artigo escrito por dois psicólogos Peter Salovey e John Meyer onde, Meyer e Salovey apresentaram a primeira formulação de um conceito que chamaram inteligência emocional em uma época onde a proeminência do QI como critério de excelência na vida era inquestionável. Goleman por sua vez utilizou a expressão para sintetizar uma ampla gama de descobertas cientificas, unindo ramos deferentes de pesquisa, analisando não só a teoria deles, mas também uma grande variedade de outros avanços científicos como os primeiros frutos do campo incipiente da neurociência afetiva, que explora como as emoções são reguladas pelo cérebro.
 
GOLEMAN (2007), O crescimento dessa área de estudo graças a Salovey e Mayer que juntamente com David Caruso trabalharam incansavelmente em prol da aceitação cientifica da inteligência emocional. Formulando a teoria da inteligência emocional cientificamente defensável e fornecer uma mensuração dessa capacidade no cotidiano, eles estabeleceram um impecável padrão de pesquisa para o campo. Quando Salovey e Mayer publicaram seu artigo seminal em 1990, a pesquisa avançou de maneira tal que em 1995 não havia praticamente nenhuma literatura cientifica sobre QE, hoje o campo possui legiões de pesquisadores sendo que uma pesquisa no catalogo de teses de doutorado investigando os aspectos da inteligência emocional revela mais de setecentas escritas até hoje, com muitas outras a serem entregues, isso sem mencionar os professores e outras pessoas não listadas naquele catalogo. Uma outra fonte importante para a germinação das descobertas acadêmicas sobre QE foi Reuven Bar-on, cuja própria teoria QE e entusiasmo dinâmico inspirou diversos estudos na área, ajudando assim a dar vulto critico ao campo editando livros acadêmicos.


O conceito trazido por Goleman sobre inteligência emocional traz uma delicadeza no trato das relações humanas a necessidade do individuo ter maturidade emocional. Sendo que nas empresas para melhor lhe dar com as tensões e dificuldades que envolvem o ambiente de trabalho estavam buscando profissionais maduros emocionalmente não imaturos emocionais.

A imaturidade emocional é caracterizada pela paralisa do desenvolvimento emocional pelos 7 anos de idade aproximadamente, ou seja, o adulto continua tendo alguns comportamentos típicos da criança desta idade pouca tolerância a contrariedade de frustração, essa intolerância contra a contrariedade de frustração significa uma tendência para reagir muito revoltadamente quando contrariado, então as respostas agressivas, mal criadas diante de adversidade chamadas de pessoas estouradas, pessoas de gênio forte, chamadas de pessoas de pavio curto essas por sua vez já não eram aceitas nos ambientes de trabalho. Dessa forma alcançou o universo masculino também com receio de perder seu emprego a pesquisar, buscar conhecimento na área da psicologia.

Contudo durante dez anos de pesquisa nas áreas neurológicas e comportamentais Goleman apresenta em sua pesquisa cientifica inúmeras e novas descobertas sobre a arquitetura emocional do cérebro. Desta forma o psicólogo lança um novo conceito sobre inteligência emocional o QE quociente emocional revolucionando conceitos sobre inteligências onde só então predominava o conceito QI quociente intelectual.


1 comentários:

  1. John kenny disse...:

    Pode-se responder que se trata aqui de habilidades comuns que devem ser distinguidas das verdadeiras competências. Essa argumentação não seria muito sólida: não se pode reservar as habilidades ao cotidiano e as competências às tarefas nobres. O uso habitua-nos certamente a falar de habilidades para designar habilidades concretas, ao passo que a noção de competência parece mais ampla e mais " intelectual ". Na realidade, refere-se ao domínio prático de um tipo de tarefas e de situações. Não tentemos reabilitar a noção de competência reservando-a às tarefas mais nobres.(PERRENOUD 1999,39).

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É da máxima importância reconhecer e estimular todas as variadas inteligências humanas e todas as combinações de inteligências. Nós somos todos tão diferentes, em grande parte, porque possuímos diferentes combinações de inteligências. Se reconhecermos isso, penso que teremos pelo menos uma chance melhor de lidar adequadamente com os muitos problemas que enfrentamos neste mundo. Howard Gardner (1987)

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