Gardner

quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Para organizá-las Gardner teorizou as sete inteligências:


1. Inteligências Lingüísticas: característica dos poetas;

2. Inteligências Lógico-Matemática: à Capacidade lógica e matemática ;

3. Inteligências Espacial: à capacidade de formar um mundo espacial e de ser capaz de manobrar e operar utilizando esse modelo (Marinheiros, Engenheiros, cirurgiões, etc.);

4. Inteligência Musical: possuir o dom da música como Mozart ;

5. Inteligência Corporal-Cinestésica: capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos utilizando o corpo (Dançarinos, Atletas, artistas, etc.);

6. Inteligência Interpessoal: capacidade de compreender outras pessoas (Vendedores, Políticos, Professores, etc.);

7. Inteligência Intrapessoal: capacidade correlativa, voltada para dentro. Capacidade de formar um modelo acurado e verídico de si mesmo e de utilizar esse modelo para operar efetivamente na vida.

Para Gardner o propósito da escola deveria ser o de desenvolver essas inteligências e ajudar as pessoas a atingirem seus objetivos de ocupação adequados ao seu espectro particular de inteligência. Gardner propõe uma escola centrada no indivíduo, voltada para um entendimento e desenvolvimento ótimos do perfil cognitivo do aluno.
 
A escola ideal de Gardner baseia-se em algumas suposições:


• nem todas as pessoas têm os mesmos interesses e habilidades, nem aprendem da

mesma maneira.

• ninguém pode aprender tudo o que há para ser aprendido.

• a tarefa dos especialistas em avaliação seria a de tentar compreender as

capacidades e interesses dos alunos de uma escola.

• a tarefa do agente de currículo para o aluno seria a de ajudar a combinar os perfis,

objetivos e interesses dos alunos a determinados currículos e determinados estilos

de aprendizagem.

• a tarefa do agente da escola-comunidade seria a de encontrar situações na comunidade determinadas pelas opções não disponíveis na escola, para as

crianças que apresentam perfis cognitivos incomuns.

• um novo conjunto de papéis para os educadores deveria ser construído para

transformar essas visões em realidade.

• Gadner passa a se preocupar com aquelas crianças que não brilham nos testes padronizados, e que, consequentemente, tendem a ser consideradas como não

tendo nenhum tipo de talento.

Para Gardner os professores seriam liberados para fazer aquilo que deviam fazer: ensinar

o assunto de sua matéria, em seu estilo de ensino preferido. O professor-mestre faria a

supervisão e a orientação dos professores inexperientes, procurando assegurar que a

equação aluno-avaliação-currículo-comunidade estivesse adequadamente equilibrada. Para concretizarmos a escola centrada no aluno devemos resistir as enormes pressões

atuais para a uniformidade e para as avaliações unidimensionais.

Para Gardner existem 3 tipos de preconceitos na sociedade atual.

• Ocidentalista: colocar certos valores culturais ocidentais num pedestal

(Pensamento lógico);

• Testista: sugere um preconceito no sentido de focar aquelas capacidades ou

abordagens humanas que são prontamente testáveis. "Os psicólogos deveriam

passar menos tempo classificando as pessoas e mais tempo tentando ajudá-las".

• Melhorista: qualquer crença de todas as respostas para um dado problema estão

em uma determinada abordagem, tal como o pensamento lógico-matemático, pode

ser muito perigoso.

Se pudéssemos mobilizar toda a gama das inteligências humanas e aliá-las a um sentido

ético, talvez pudéssemos ajudar a aumentar a probabilidade da nossa sobrevivência

neste planeta, e talvez inclusive contribuir para a nossa prosperidade.

1 comentários:

  1. John kenny disse...:

    Na contemporaneidade a educação escolar tem seus desafios e dilemas, de certa forma o professor neste contexto tem o papel na sociedade como papel de articulador, construindo e conduzindo o fazer pedagógico de forma a atender os anseios da sociedade em relação à educação, desta forma o professor deve estar preparado para criar essa nova cultura na sala de aula para fazer da escola a ponte para um novo tempo, um tempo de esperança, onde está presente uma visão mais humanística e essa mudança devem ocorrer em um ambiente de prazer e alegria onde a criança deve ser respeitada no seu processo de desenvolvimento e onde professor conheça as particularidades deste processo, devem acontecer dentro de um ambiente afetivo, onde a relação professor-aluno é base para pleno desenvolvimento emocional.

    WALLON (1992,36). ‘’O ser humano é organicamente social, isto é, sua estrutura orgânica supõe a intervenção da cultura para se atualiza’’. Sendo uma nova cultura na relação, QE e educação escolar Daniel Goleman enfatizam de maneira sublime:

    Minha preocupação é com um conjunto fundamental dessas’’ outras características’’, a inteligência emocional: por exemplo, a capacidade de criar motivações para si próprias e de persistir num objetivo apesar dos percalços; de controlar impulsos e saber aguardar pela satisfação de seus desejos; de se manter em bom estado de espírito e de impedir que a ansiedade interfira na capacidade de raciocinar; de ser empático e autoconfiante. Ao contrario do QI, com seus quase cem anos de história de pesquisa junto a centenas de milhares d pessoas, a inteligência emocional é um conceito novo. (GOLEMAN 2007,58).

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É da máxima importância reconhecer e estimular todas as variadas inteligências humanas e todas as combinações de inteligências. Nós somos todos tão diferentes, em grande parte, porque possuímos diferentes combinações de inteligências. Se reconhecermos isso, penso que teremos pelo menos uma chance melhor de lidar adequadamente com os muitos problemas que enfrentamos neste mundo. Howard Gardner (1987)

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